sexta-feira, 11 de março de 2011

Teologia; sempre esteve lá.

É comum no meio eclesiástico existir pessoas que desvalorizam a teologia, criticando-a; afirmando que a teologia torna o individuo incrédulo para as coisas de “Deus”, criando um humano vazio, e sem nenhuma expressão do “sobrenatural”. Sempre isso foi comum nos ouvidos dos seminaristas ou teólogos que participam do ceio da Igreja, mas por mais que estes indivíduos que negam a necessidade da teologia para a vida cristã, a teologia sempre estará lá.
Os que têm uma atitude negativa frente aos que possuem conhecimento especializado e pericia no entendimento da fé cristã, possuem o que Stanley J. Grens e Roger E. Olson chamam de “mentalidade populista” ou “mente do povo”.¹ A mente populista segundo os autores deste conceito “rejeita as reflexões na esfera religiosa e abraça a aceitação simplista da tradição informal de crenças e praticas, formadas primordialmente por clichês e lendas.” A devoção espiritual profunda e a reflexão intelectivas são negadas na mente popular. É comum na mentalidade popular o apego as tradições orais sem substancia, bem com a recusa em medi-las por qualquer parâmetro, mas não percebem que mesmo negando a teologia, eles fazem teologia.
A teologia mesmo possuindo uma aparência cientificista, com seus métodos e conceitos técnicos, ela sempre será uma reflexão. Uma reflexão sobre as coisas essenciais da vida que aponte para Deus. Todo individuo que reflete sobre Deus (Divindade) ele faz teologia, até mesmos os que negam a necessidade dela. Pois sempre estão refletindo uma idéia de Deus, mesmo sendo um pensamento simplista, sem bases necessárias para um conceito comunicado pela Divindade. Os autores citados anteriormente definem esse tipo de teologia como a “teologia popular”.
Acredito eu que é uma tolice negar a importância da teologia para a vida cristã, pois ela tem como objetivo descrever o que cremos como cristãos, o que sustentamos como verdadeiro com base na fé em Jesus Cristo, com isso a teologia, ela ajuda aos cristãos a alicerçar-se sobre a verdade cristã biblicamente orientada, e ainda me atrevo a questionar o que seria da Igreja sem os seus “mestres” (1Co 12: 28; Ef 4: 11) que dedicam suas vidas na educação da Igreja?
Com isso, por mais que negue a eficácia do pensamento teológico, ele nunca deixara de está presente na Igreja, a boa teologia, ela conduz o cristão ao conhecimento verdadeiro da fé cristã (ortodoxia) com o objetivo final de trazer o individuo a uma conduta verdadeira (ortopraxia). Por isso Deus nunca deixara morrer a teologia na mente dos cristãos.  
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¹ Staley J. Grenz e Roger E. Olson, Quem precisa de Teologia? cap. 1.  
   
   

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